{"id":4082,"date":"2022-06-02T21:41:41","date_gmt":"2022-06-03T00:41:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.iprade.com.br\/portal\/?p=4082"},"modified":"2022-06-02T21:41:41","modified_gmt":"2022-06-03T00:41:41","slug":"pais-tem-legiao-de-brasileiros-a-margem-do-sistema-politico-e-eleitoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.iprade.com.br\/portal\/pais-tem-legiao-de-brasileiros-a-margem-do-sistema-politico-e-eleitoral\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds tem legi\u00e3o de brasileiros \u00e0 margem do sistema pol\u00edtico e eleitoral"},"content":{"rendered":"<p>Uma legi\u00e3o de brasileiros que vivem \u00e0 margem do sistema pol\u00edtico brasileiro foi o tema central do painel que reuniu o ex-ministro Joelson Dias, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e as professoras Fernanda Natasha Cruz, da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), e Georgina Lima Nunes, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A curadoria foi de Jo\u00e3o Andrade Neto.<\/p>\n<p>Partindo da premissa de que um processo eleitoral realmente democr\u00e1tico precisa levar em conta as minorias, os conferencistas delinearam o longo caminho que o pa\u00eds ainda precisa percorrer para incluir milhares de brasileiros que n\u00e3o t\u00eam acesso ao voto e tampouco est\u00e3o representados nas bancadas pol\u00edticas do pa\u00eds como ind\u00edgenas, quilombolas, minorias de g\u00eanero, ra\u00e7a e moradores de rua.<\/p>\n<p>Segundo Fernanda, a mudan\u00e7a dessa realidade passa pelo reconhecimento da exist\u00eancia desses grupos marginalizados e inviabilizados em seus direitos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>\u201cQue a gente tenha a capacidade de reconhecer esses grupos minorizados, violentados e minimizados por tanto tempo. O reconhecimento desse problema hist\u00f3rico \u00e9 capaz de mover a energia de indigna\u00e7\u00e3o para a a\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ela, s\u00f3 a partir disso \u00e9 poss\u00edvel desenhar estrat\u00e9gias para, ouvir essas pessoas e suas necessidades e, ent\u00e3o, dar voz a elas por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es afirmativas capazes de tir\u00e1-las da margem do sistema eleitoral brasileiro.<\/p>\n<p>A professora Georgina Helena Lima Nunes, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), abordou em sua fala a quest\u00e3o das comunidades tradicionais, citando o exemplo dos remanescentes de quilombolas.<\/p>\n<p>\u201cAs comunidades tradicionais vivem numa condi\u00e7\u00e3o de invisibilidade de direitos pol\u00edticos. As dimens\u00f5es de cidadania para estes grupos se referem a uma cidadania diferenciada, de quem nasceu para ser dominado, mas n\u00e3o se deixa dominar\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo ela, o di\u00e1logo permanente com comunidades quilombolas e cai\u00e7aras embasam o seu discurso e evidenciam como a quest\u00e3o racial est\u00e1 no cerne da marginaliza\u00e7\u00e3o de uma legi\u00e3o de brasileiros do processo pol\u00edtico.<\/p>\n<p>\u201cQuando se considera o componente racial na an\u00e1lise desses grupos exclu\u00eddos, existe um rebaixamento na quest\u00e3o da dignidade. \u00c9 preciso reconhecer o problema racial da sociedade brasileira para podermos avan\u00e7ar\u201d, disse Georgina.<\/p>\n<p>O ex-ministro Joelson Dias acredita que al\u00e9m da quest\u00e3o racial, \u00e9 preciso observar essas minorias da perspectiva da interseccionalidade.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer pol\u00edticas para grupos minorit\u00e1rios sem olhar a interseccionalidade desses grupos. Todas as pol\u00edticas p\u00fablicas e quest\u00f5es afirmativas n\u00e3o ser\u00e3o efetivas se n\u00e3o conseguirmos entender, por exemplo, as necessidades da mulher negra, da mulher negra com defici\u00eancia, da mulher mulher negra l\u00e9sbica com defici\u00eancia\u201d, exemplificou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma legi\u00e3o de brasileiros que vivem \u00e0 margem do sistema pol\u00edtico brasileiro foi o tema central do painel que reuniu o ex-ministro Joelson Dias, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e as professoras Fernanda Natasha Cruz, da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), e Georgina Lima Nunes, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). 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